AURIANDERSON AMARO

Aurianderson Amaro

POESIA_DE_FORTALEZA-POETA- AURIANDERSON AMARO

Nome: Aurianderson Amaro 

Biografia:

Aurianderson Amaro é um artista com nove anos de carreira, oriundo do Bairro Bom Jardim, onde desenvolve trabalhos como ator, diretor, professor, pesquisador das artes cênicas e circenses em Fortaleza, e desde 2017 vem desenvolvendo seu lado poeta como forma de expressar aquilo que percebe e contempla no mundo.

Na escrita é autor de textos teatrais, crônicas, contos e poesias. Em 2017, teve seu poema ‘’ Nem tudo é rima’’ como um dos ganhadores do Poetize – Concurso Nacional de Novos Poetas e em 2019 foi à vez de sua poesia intitulada ‘’ Mulher’’, ser uma das ganhadoras do concurso Internacional ‘ Elas em poesia ’da editora Heliópolis de São Paulo, sendo um dos dois únicos representantes do Ceará a serem vencedores. Neste mesmo ano, lança a coletânea ‘’Poesia de Ninguém’’, junto com autores da região Norte e Leste do Ceará.

Poesias

NOSSO HOJE

 

Às vezes quando menos se espera você se percebe envolvido em braços fartos de afeto, que te sugam da realidade e te transporta ao mundo das coisas possíveis.

O amparo do toque te arrepia a espinha e faz teu corpo se torcer de vontade, de tornar eterno o momento, antes que tudo se transforme em saudade.

O beijo que não se acaba é como droga que vicia e quanto mais se prova mais se quer.

E é tão intenso o calor das suas mãos, que passeia por uma estrada repleta de cicatrizes guardadas, chamada corpo.

Mais ainda é a verdade do teu olhar de criança contente e deslumbrada, com um sorriso que só se faz possível por causa do teu amparo no peito, na qual encosto a cabeça como travesseiro e sonho mundos quase impossíveis.

É algo só nosso, diferente, quente e envolvente.

Doce e saboroso, pulsante e delicado, cultivado e efêmero nas linhas do nosso hoje.

FLORESCER

 

O passado me revela coisas belas que asseguram minha inspiração longínqua.

Como aquarelas que fazem o despertar dos sonhos em arte e as notas pulsantes dos instrumentos cantantes.

Eu observo as pessoas, as coisas, as folhas. Sinto o mundo inteiro ao redor de mim, ouvindo o tempo rugir por aí, batendo na porta do presente e já querendo partir.

Faz de mim um ser criança, que brinca com a perseverança, na cidade das intolerâncias, com ânsia de infância.

Anda,anda ,anda… Chega mais próximo de você pra se entender e deixar de corroer os versos no anoitecer…

Se deixe florescer!

NAQUELE CHÃO

 

Naquele chão, eu sujei minha mão.

Eu rodopiei, eu causei confusão.

Naquele chão, eu senti a firmeza para minhas aventuras, eu dormi de olhos abertos,eu calculei minhas lutas.

Naquele chão, eu tentei dar meus saltos, caí e levantei, me arranhei e me curei, me angustiei, me conformei.

Naquele chão, eu vi a fruta cair. Fui até lá é comi, senti o gosto do partir.

Naquele chão, eu plantei a esperança e reguei com abundância o meu sonho de criança.

ARISQUE

 

Os meus olhos traduzem o ímpeto de arriscar sobre coisas alheias ao vento.

O que ninguém acredita ser palpável, no escuro, eu acho o mundo inteiro de discursos acalorados sobre este chato adeus disfarçado.

A um tempo de ser criança, que se chama infinito. Nele eu me sinto como águia atrás de ver o alvo possível.

Nunca mais vou ficar calado perante a vida, todavia controlarei a mágoa possuída.

Carregarei a minha alma para o próximo domingo no ano passado. Mergulho nas páginas dos outros dois meses antes da chegada apressada…

Estou cansado de saber explicar os segredos do lado oco do meu afago.