JOSÉ NATAN

josé Natan

POESIA_DE_FORTALEZA-POETA- JOSÉ NATAN

Nome: José Natan

Biografia:

Natan Marreiro Neto, cearense natural de Canindé (8 de junho de 1992), é artista visual, poeta e estudioso da cultura popular e tradicional nordestina. No campo da poesia, começou sua trajetória aos 16 anos de idade submetendo seus trabalhos em concursos literários.Sua produção inicial foi fortemente inspirada pela poesia romântica, compondo versos que exploravam a temática erótica, o amor platônico, o pessimismo, junto à uma linguagem mais formal característica desse movimento artístico.Vindo de uma família de longa tradição na poesia popular, hoje volta sua produção e estudos à literatura de cordel e ao cancioneiro popular, porém em uma leitura mais crítica e sensível ainda é possível perceber traços do romantismo em sua escrita.

Poesias

Vida boa

 

Encontrar nossa metade,

Juntar os “pano de bunda”,

Quando o amor nos circunda

E tem reciprocidade

Não há espaço pra maldade

Só há espaço pro prazer

Não se conjuga o sofrer

Nem há nada que nos prive

Vida boa é de quem vive

Com quem gosta de viver.

 

Eu que nunca fui casado

Mas tive muitos amores

Não me privo com pudores

De ficar abestalhado

Com o olhar apaixonado

Ver a razão emudecer

Rindo até sem perceber

Por alguém que me cative

Vida boa é de quem vive

Com quem gosta de viver.

 

Quando vem o sentimento

Demonstrar que é verdadeiro

Ser feliz é corriqueiro

E não tem qualquer tormento

Tamanho contentamento

Encoraja até esquecer

O que já te fez sofrer

Ou a tristeza que cultive

Vida boa é de quem vive

Com quem gosta de viver.

Ó virgem de corpo pálido

E hálito de brancas rosas,

Tão puras e perfumosas

Que me traz a viração,

Abriga-me em teu peito

Minh’alma é uma andorinha

Que à noite quando aninha

Esquece toda amplidão.

Recordações

 

Seu cheiro se misturava com das flores

Que me embebedavam lúcidos sentidos

Lua, cúmplice de meus amores,

Ajudava-me a ver teu corpo inibido.

Sobre relva fria corpos quentes

Como balé tocavam-se frementes.

Despedimo-nos, enfim, com um beijo cálido.