LEONARDO A. LIMA

Leornado A.Lima

POESIA_DE_FORTALEZA-POETA- LEORNADO LIMA

Nome: Leornado A.Lima 

Biografia:

Leonardo A. Lima. Nascido em maio de 1984, natural de Fortaleza/CE. Graduando em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Ceará. Desde sempre amante das artes e, desde não se sabe quando, fabricante delas. Compositor premiado no Festival de Música da Assembleia Legislativa e Rádio universitária FM, poesia publicada na antologia/coletânea Corolário da Alma (Cavalo Café) e contos publicados nas Coletâneas Pesadelos Abomináveis (Cavalo Café) e Manifesto pela Paz (Coletivo Cultural/UFC).

Poesias

Não me diga não

Quando foste embora, vi-me vi lá fora

E em silêncio chorei

Saí a me procurar

Quando eu percebi que não valia

Privar-me de regalias

Só para te amar

 

Perguntei à minh’alma:

“Onde está a luz nessa escuridão? ”

E para confirmar o que já é certeza

Te peço com franqueza

Não me diga …não

Não…me diga não

 

Você pode me cantar em qualquer canção,

Em qualquer tom, não me encanta mais.

Pois em meu peito jaz

Aquele que um dia foi senhor da minha paixão

Mas se quiser voltar a habitar meu coração

Dê-me a mão sem temor

E sinta a dor sem ter razão, mas por favor

Não me diga …não

Não…me diga não

Simplesmente sonhar

 

Se sonhar fosse simplesmente como acordar só

Eu sei que por onde foi

A tua vontade se fez devagar

E essa maldade é só viver imaginando o pior

Pois sem te ter aqui

Só me resta pensar: – Como te perdi?

Se nunca lhe tive, como sempre…

Quis ficar sozinho em meu caminho

P’rá não te mostrar o que eu não vi

Nem te falar o que eu senti

E cabe a mim me portar assim

Feito um qualquer, que por onde estiver vai te procurar, sem cansar.

Só porque acordar só não é

Simplesmente sonhar.

A MULHER DA PRAIA

Aquela mulher da praia

Me dizia qualquer coisa

Eu não sei bem o que era

Talvez até fosse amor!

Seu olhar era distante

E voltado pra si mesma

Como quem perdeu pra sempre,

Como quem nunca encontrou…

A sua beleza simples

Sugeria algo tão nobre

Talvez estivesse triste

Ou talvez bem mais, não sei…

E a leve brisa que vinha

Trazia alguma esperança

E me avivava a lembrança

De alguém que tanto amei.

Simplesmente sonhar

 

Se sonhar fosse simplesmente como acordar só

Eu sei que por onde foi

A tua vontade se fez devagar

E essa maldade é só viver imaginando o pior

Pois sem te ter aqui

Só me resta pensar: – Como te perdi?

Se nunca lhe tive, como sempre…

Quis ficar sozinho em meu caminho

P’rá não te mostrar o que eu não vi

Nem te falar o que eu senti

E cabe a mim me portar assim

Feito um qualquer, que por onde estiver vai te procurar, sem cansar.

Só porque acordar só não é

Simplesmente sonhar.

O homem comum

 

Há muito, não eram os dias que conhecemos.

Nem o lugar.

Nunca vimos ou vimemos em local parecido.

Mas o local e o tempo existiram, e neles os fatos correntes aconteceram.

Havia um homem.

Um homem comum.

Igual a todos os outros que conhecemos.

Ele acordava cedo, quase que junto com o sol.

Mas não raiava, nem aquecia nada, não iluminava, nem tinha brilho.

Ele caminhava, seguia os rastros de seus passos percorridos no dia anterior, e nos outros antes dele.

Tal qual rebanho que se anda todos os dias de um canto para outro mesmo canto.

Ele comia e bebia, como gado que pasta nos campos de sem fim.

Ele trabalhava.

Executava o árduo e pesado trabalho como os bois que puxam o carro para arar a terra.

Ele descansava, como cavalo que repousa na cocheira após uma longa jornada.

Ao final de cada dia ele enfim morria.

Apressado

 

Andava apressado.

O tempo passado ficava para trás.

A paisagem.

A chuva.

Não olhava sobre os ombros.

Não olhava à frente nem ao oposto.

Não via o céu.

Não via ninguém à sua frente.

Andava apressado.

Não ouvia os pássaros.

Não ouvia, no chão, seus passos.

Não se ouvia.

Andava apressado.

O próprio destino, não sabia.

Chegou atrasado, em lugar nenhum.

Cara & Coroa

 

A cara, coroa, coragem

Destino, passagem

Vertigem, viagem

Virgem, puta, donzela

Senhora, quimera

Pesadelo, novela

O corte, a corte

O rei, o réu

O riso, o céu

Inferno, [CINE] paradiso

Deus [Um delírio!]

Seu, meu, teu, nosso

[Martírio]

Cães, matilha

Mãe, pai, filho, filha

[Da puta!]

Da virgem…donzela

Vertigem, viagem

Passagem, destino

Coragem, coroa

Cara!