PAULO ROBERTO

Paulo Roberto

POESIA_DE_FORTALEZA-POETA- PAULO ROBERTO PEREIRA

Nome: Paulo Roberto 

Biografia:

Paulo Roberto Andrade de Freitas, pseudônimo de Paulo Tamoio, cearense de Fortaleza, nascido em 06 de março de 1976; poeta e entusiasta da Língua Portuguesa; humanista e nacionalista; fundador da corrente literária neo-antropofágica Revolta Literária:Tamoio; formado em Direito pela UNIFOR, em dezembro de 2000, e pós-graduado em Direito Penal e Processo Penal, pela UECE/Escola Superior do Ministério Público do Ceará, em 2006; ex-Delegado de Polícia Civil e ex-Advogado no estado do Ceará; ex-Militar do Exército Brasileiro e Aeronáutica; professor de Direito Penal, Direito Penal Militar, Processo Penal e Processo Penal Militar e, atualmente, é Promotor de Justiça no estado do Rio Grande do Norte.

Poesias

Canto para Sereia

Oh, Mar, grande arauto do amor
Ouve, imploro-te, meu clamor
Que embalde o vento levou e não trouxe resposta

Tu, que inspiraste tanta poesia
Misturando lágrimas com maresia
Nos olhos chorosos dos poetas

Oh, desmedido Oceano
Lanço-te com fé meu doído reclamo
Para que tu me confortes

E minha amada me mostres
Desancorando meu coração
Deste cais de solidão

Oh, Possêidon, tenho-te muito em conta
Vês se não me desaponta
E não me desdenha como a teu irmão vento

Dá-me a alegria, nem que por um momento
Para contemplar os olhos da minha musa
Desfazendo o encanto de medusa que petrificou meu sentimento

Oh, silencioso Mar…
Meu desejo é tão somente amar
E nas tuas águas me afogar

Certas incertezas


Se eu morresse amanhã, teria a certeza de hoje ter vivido
De ter sentido a graça de ter existido e ter feito a vida valer a pena
Se eu morresse amanhã, saberia de já que não foi em vão …
Que toda minha existência coube no meu coração
E que o universo foi pequeno demais para mim
Ah, se eu morresse amanhã, por certo, não seria morte
O que me ocorreria seria sorte de ter vivido mais além

Se eu morresse amanhã, não me importaria
Pois já saberia que a morte não apagaria o que senti
E que o futuro foi o que vivi
Sim, se eu morresse amanhã, seria só um ato
Nesse teatro de fato, a cortina que se fecharia
Por trás de mim curvado, sem esperar aplausos de ninguém

 

 

 

Acordes

Eu sou a letra
Ela, a canção
Eu, o sol da sua solidão
Ela, o da minha fascinação

Ela é o na minha saudade dolente
Eu, o si no seu desejo silente
Ela é o da minha recordação
Eu sou o da sua lamentação

Ela é a letra
Eu, a canção
Ela é o som do meu violão
Eu, o mi da sua missão

Lembranças ao Vento

De tanto correr atrás de alguém, fiquei longe de mim
De tanto buscar o sol, encontrei solidão
De tanto procurar a luz, achei a ilusão

De tanto semear vento, colhi tempestade
De tanto desejar, perdi a vontade
De tanto cuidar, feri

Nada é por acaso, em todo caso, eu duvido
Não duvido da vida, mas vivo nela dividido
Então nego a negação, duvido do coração

De tanto imaginar, perdi a imaginação
Fiz poeira da saudade
E traí minha percepção

De tanto esperar, fui esperança
Fiz do meu futuro a lembrança
De algo que não lembro se vivi

Tudo que planejei, suprimi
Sufoquei nos meus sonhos
Nas memórias que esqueci

Poetisa e o poeta

Ela poetiza
Eu, poeta
Ela harmoniza
Eu, de dieta

Eu idealizo
Ela concretiza
Eu sensibilizo
Ela normatiza

Da vida, somos exegetas
Somos convergentes
Somos diferentes …
Somos poetas

Eu, de tudo, reclamo
Ela, de tudo, atenta
Ela, sei que a amo
Eu, sei que me aguenta

Da vida, somos exegetas
Somos convergentes
Somos diferentes …
Somos poetas